Um homem sentado no tribunal, simples e humilde, estava sendo julgado. Alguém se levantou, era uma criança que defendia com unhas e dentes o réu, usava argumentos que esse homem era muito bom, sábio, ajudava quem precisasse, sabia muitas histórias, ele amava as pessoas. Contra esse argumento não só uma pessoa se posicionava, mas um grupo acusava o homem de calúnia, bruxaria, desobediência à Lei, de permitir que seu povo sofresse, de ser amigo de ladrões e prostitutas.
Na sala um homem parecia irritado com tudo aquilo, era O Acusador, estava perto do grupo mas até o momento permanecia calado.
Então o menino começou a ser questionado sobre sua devoção e amor aquele homem. Dizia fazer qualquer coisa por ele, que nunca o deixaria, reconheceria sua voz onde fosse.
De repente a expressão do Acusador mudou. Ele deu uma gargalhada e disse apontando o dedo para o garoto: - Este é seu seguidor? Caso não se lembre pessoas como ele te traíram, disseram que nunca te deixariam e sob pressão te abandonaram. Dizem q se arrependem e logo caem de novo, esse povo que você diz que ama te crucificou e humilhou. São sujos e mentirosos, não valem a pena.
O réu permaneceu calmo. Pediu permissão ao juiz para falar e disse de forma convicta e tranquila:
- Eu os amo, amo não pelo que fazem, mas amo simplesmente. Eu os perdoei e meu Pai que está no céu também. E todos os meus seguidores devem ser como esse garoto, todos devem ser como crianças, inocentes e dependentes assim como eu sou do meu Pai. Eu acredito nessas pessoas!
Ele se colocou de pé e olhou fixamente para cada pessoa ali. - Eu escolhi derramar meu sangue por cada um, escolhi por amor. - lágrimas desciam de seu rosto, todos estavam paralisados e perplexos. Ele terminou estendendo a mão - O Pai os chama para o Reino, para serem livres, serem filhos. Para serem amados! Vocês acreditam em mim? - virou para o juiz - Você acredita no que eu digo?
O homem sentou. Todos calados, cabisbaixos, não conseguiam olhar para o homem, até mesmo O Acusador estava quieto. Até que chegou a hora da sentença final.
Que estranho! Olho para o meu reflexo na janela e estou com o martelo na mão direita. Percebo que cabe a mim a decisão, isso vai além de qualquer coincidência. - Jesus, eu o declaro...
O que você faria hoje em dia? Acreditaria em um homem todo sujo, pobre e perseguido por tantos que dizia ser O Filho de Deus? Você reconheceria a voz desse homem? Seria parte da multidão?
A decisão está em suas mãos: Você o seguiria ou o condenaria?

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